Cuidados na primeira infância são determinantes para evitar doenças

por fat publicado 03/08/2017 14h42, última modificação 03/08/2017 14h42
Cientista explica como as ações do Criança Feliz podem contribuir para uma vida saudável na fase adulta
Cuidados na primeira infância são determinantes para evitar doenças

Em 30 municípios de seis estados, serão acompanhadas crianças do programa e outras, não beneficiárias

O especialista Cesar Victora, que vai integrar a equipe do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), responsável por avaliar e monitorar o programa Criança Feliz até 2020, afirmou que estimular a criança nos primeiros mil dias de vida também pode prevenir doenças na fase adulta.

“Muitas doenças crônicas, como a hipertensão, alguns tipos de câncer e doenças cardíacas são determinadas, em parte, pelo desenvolvimento dos órgãos da criança nesse período crítico também dos primeiros mil dias”, diz.

Ele afirma também que os índices de diabetes são mais altos em crianças que nasceram com peso baixo e que não cresceram adequadamente. “Existem outras doenças que vão aparecer lá aos 40, 50, 60 anos de idade, mas que começaram a ser determinadas já nos primeiros dois anos de vida”, revela.

Acompanhamento

O programa Criança Feliz busca promover o desenvolvimento integral de crianças de 0 a 3 anos beneficiárias do Bolsa Família e as de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Com ações nas áreas de saúde, assistência social, educação, justiça e cultura, o programa orientará as famílias sobre a melhor maneira de estimular os filhos. A iniciativa tem como ponto central a visitação domiciliar. A expectativa do governo federal é de atender quatro milhões de crianças até 2018.

O processo de acompanhamento dos resultados do Criança Feliz vai ser feito com estudos que envolvem também crianças não beneficiárias do programa, de acordo com Cesar Victora. A avaliação do programa, segundo ele, será feita desde o início, antes mesmo da implementação.

De acordo com o pesquisador, o acompanhamento será feito em 30 municípios de seis estados brasileiros. “Vamos dividir um grupo de crianças que recebe a intervenção, as visitas do Programa Criança Feliz, e um grupo de crianças muito similares, em todos os aspectos, mas que não serão beneficiárias do programa”, explica.

Fonte: Portal Brasil, com informações do MDS